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Análise das impressões de um site
Site escolhido: Detritus
O site que tem como link o endereço http://www.detritus.net/ não é nada harmonioso e convidativo à primeira vista. De imediato, a página inicial traz um pequeno texto de boas vindas, que explica rapidamente o objetivo do site, com um texto de manifesto de apoio. Contudo, são muitas linhas, que na verdade são links, juntas e sem uma organização racional e instigante. O site usa pouco o recurso de imagens e figuras que representem links. As poucas figuras que existem não fazem alusão direta ao conteúdo a que elas destinam o internauta. Por exemplo, na figura que representa um ventilador, o internauta é levado a uma página em que está disposta em lista uma série de páginas autorais, onde cada pessoa fez um trabalho de reciclagem cultural. Contudo, nada leva o usuário do site a relacionar imediatamente o ventilador a essa função. Logo, a navegabilidade fica confusa. Por ser um site que trata sobre, justamente, a reciclagem de cultura, ele adota um estilo diferente do comum querendo fugir à massificação. Entretanto, essa escolha caba por espantar os novos usuários, que se sentem perdidos em meio a uma organização caótica. Durante a navegação, ainda é difícil reconhecer qual página faz parte do conteúdo do site e qual é apenas uma indicação. A impressão geral que desperta é de sempre estarmos perdidos e sem real noção do que determinada página trata. No entanto, lendo uma frase do site entende-se melhor a postura deles, “There are many variations. Nothing is new, everything is permitted, ideas are free. That's what this site is about”.
Escrito por Cyro às 09h27
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O “multiveículo”: análise da convergência de linguagens na reportagem especial The Academy Awards, da MSNBC
A reportagem The Academy Awards, produzida especialmente para o site da MSNBC, tem como principal característica a convergência de linguagens e de mídias em um único produto jornalístico.
No especial, som, imagem e texto estão presentes em um só veículo - multimidialidade. É possível, por exemplo, assistir a vídeos produzidos pela NBC, ler notícias da Associated Press e ainda visitar galerias de fotos da Getty Images.
Ao analisar a matéria, percebe-se que seu conteúdo foi planejado desde a pauta – como é comum acontecer em edições online. As informações são hierarquizadas, tendo como princípios básicos a navegabilidade, a profundidade e a amplitude – hipertextualidade.
Ao acessar a página, o ususário é convidado a assistir a uma espécie de telejornal. Assim como na televisão, há uma âncora que apresenta as cinco reportagens que fazem parte do especial. Em seguida, o espectador pode escolher a ordem em que deseja assistir às mesmas. Trata-se, portanto, de um conteúdo interativo.
A interatividade está presente a todo o momento durante a navegação. Cada matéria, além de informações, traz ao usuário a opção de participar ativamente da elaboração do conteúdo. Em Place Your Bet, por exemplo, o espectador pode apostar nos possíveis vencedores do Oscar. Além disso, ao final de cada vídeo, é possível comentá-lo.
Assim como em qualquer outro produto jornalístico, há também comerciais. No entanto, nesse caso, o espectador tem a possibilidade de não os assistir. É importante notar que a inserção da publicidade, as grandes fusões e as parcerias são reflexos da convergência de linguagens na área empresarial – marketing.
Outra característica do especial The Academy Awards, produzido pela MSNBC, é o tratamento dado à questão do tempo. O conteúdo produzido é realmente grande e estruturado de forma labiríntica. Não há limites de tempo e espaço. O usuário pode escolher entre fazer uma rápida consulta à lista de últimas notícias ou passar horas assistindo a vídeos interativos. Além disso, todo o conteúdo gerado pelos produtores e espectadores fica armazenado no site e pode ser consultado quando necessário – memória.
Essa liberdade do usuário, leitor e espectador diante de um só veículo é, sem dúvida, a principal vantagem trazida pela convergência de mídias. No caso da reportagem analisada, é possível encontrar todo o conteúdo relacionado ao Oscar 2005, na Web. Sem que, para isso, seja necessário ler o jornal impresso ou assistir ao noticiário televisivo. Afinal, âncoras, repórteres, articulistas, colunistas de moda e críticos de cinema estão reunidos na produção de um único produto jornalístico.
No entanto, a convergência de linguagens não traz somente vantagens. Ela também coloca em questão o papel do jornalista e dos direitos autorais, pois grande parte do conteúdo e das informações disponíveis é, de fato, produzida pelos usuários. Eles têm a liberdade de comentar, enviar e-mails, postar em seus blogs e até mesmo divulgar as reportagens, muitas vezes, sem os cuidados necessários.
A tendência de produtos como o especial The Academy Awards, da MSNBC, tornarem-se cada vez mais comuns na vida dos leitores e usuários é grande. Afinal, a produção jornalística voltada para a Internet tem crescido muito nos últimos anos e – o que é mais importante – tem sido bem aceita pela audiência.
Escrito por Cyro às 09h25
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Desrespeito em campo
O que era para ser uma simples partida pela Copa Libertadores da América converteu-se em caso de polícia. No jogo entre São Paulo e o time argentino Quilmes houve um atentado ao bom senso e, principalmente, ao respeito ao ser humano. O responsável pelo “delito” foi o zagueiro argentino Leandro Desábato, que não economizou palavras ao proferir insultos racistas ao jogador adversário Grafite.
O caso foi levado à delegacia, onde Desábato permaneceu por dois dias. Grafite não deixou impune o agressor e deu queixa à polícia pela ofensa racista. Acerca do caso foi suscitada a polêmica quanto ao rigor da punição: seria mesmo um caso de prisão? Obviamente, sim. A imprensa, de uma maneira geral, fez cumprir seu papel na cobertura do fato. Apesar de algumas tentativas infelizes para amenizar o caso, como no blog de Marcelo Tas e o texto de Zuenir Ventura no site No Mínimo, a imprensa tratou o assunto com a devida seriedade. É inconcebível que se deixe passar despercebida uma atitude carregada de preconceito. Há quem diga que o campo de futebol é uma arena onde onze pessoas se digladiam com outras onze. Porém, a competição não deve ser usada como justificativa para comportamentos hostis e desrespeitosos. Um mero xingamento foi suficiente para traduzir a visão racista e preconceituosa de Leandro Desábato.
Até mesmo na Argentina, a atitude do zagueiro do Quilmes sofreu represálias. O conservador jornal El Clarín fez uma enquete em seu site para saber se as pessoas concordavam com o rigor da punição e, surpreendentemente, 60% responderam que sim. Isso é bastante revelador, pois mostra que, apesar da rivalidade Brasil-Argentina, há algo muito mais sério por trás do xingamento, que deve ser combatido seja nos campos da subdesenvolvida América Latina ou nos da Europa: o preconceito e a intolerância.
Escrito por Cyro às 12h58
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Qual a função do jornalista diante do crescimento da massa de informações na Web?
Em meio a um conteúdo cada vez mais vasto e diversificado, o jornalista aparece e tem por função exercer uma filtragem e um ordenamento de todo esse material. Pois, não adianta a Web oferecer tantos recursos e informações, se essas não podem ser facilmente acessadas. Caso contrário, o objetivo do jornalismo, que é comunicar, é abandonado, pois a informação não transita do emissor para o receptor.
Além de ser mais que um exímio editor e organizador de conteúdos, o jornalista deve saber que existem vários nichos na Web a serem concomitantemente explorados com mais vigor. Entre eles estão: interatividade, customização de conteúdo, hipertextualidade e multimidialidade, etc.
Daí decorre o papel do jornalista de adaptar seu texto e o modo de ver a notícia nos moldes da Web. Modificar seu texto tendo em mente que é algo de dupla via, onde alguém pode também acrescentar informação à dele.
Enfim, como diz o estudioso Wolton, “quanto mais informações há, maior é a necessidade de intermediários-jornalistas, arquivistas, editores, etc. – que filtrem, organizem, priorizem”. Finalizando, o jornalista que trabalha na Web tem por obrigação editar o mundo de informações de maneira cada vez mais eficaz e prática para o leitor.
Escrito por Cyro às 12h55
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Relatório sobre a edição digital de "O Estado de S. Paulo"
Após o aparecimento de blogs e sites que dividem a audiência dos leitores com os grandes meios de comunicação, disponibilizar o conteúdo na Internet tornou-se uma necessidade para aqueles que querem continuar no mercado. E foi acreditando nesse pressuposto que a equipe de O Estado de S. Paulo criou a nova edição digital do veículo.
Assim como qualquer outra novidade, essa causou algumas mudanças consideráveis tanto no conteúdo quanto na forma do produto. Quem lê a nova versão de O Estado de S. Paulo encontra todos os textos da edição impressa e ainda pode consultar inúmeras imagens, gráficos e arquivos, aprofundando assim a leitura e tornando-a mais dinâmica. Existe um conteúdo Extra Online que, com layout diferente do restante do site, apresenta fotos com legendas ampliadas e textos sobre temas atuais produzidos por diversos colunistas.
Não é necessário um conhecimento profundo sobre Internet para a navegação no site. Ele é simples e eficiente. O princípio básico da web se faz presente: a típica “mãozinha” que aparece para acessar um conteúdo é o recurso mais utilizado. Viram-se as páginas por meio de setas e o conteúdo é lido a partir de cliques sobre a matéria desejada. Além disso, o painel vertical do lado esquerdo é fixo e permanece sempre presente.
A edição digital de O Estado de S. Paulo, sem dúvida, exigiu de seus criadores um grande esforço no sentido de repensar o espaço gráfico e, conseqüentemente, a hierarquia interna do veículo. Mantendo a estrutura original da página impressa, o site possui um visual limpo e cores leves, transmitindo as informações necessárias sem sobrecarregar o leitor. O novo design oferece ao usuário a possibilidade de ler as notícias em páginas simples, duplas ou em formato PDF, sempre buscando com isso a praticidade na hora de navegar. O leitor pode, ainda, optar por ler as notícias através de texto corrido, sem a presença de imagens e fotografias. Para isso basta escolher a opção Versão Texto, que se localiza à direita do logotipo do jornal.
A nova edição possui ainda um menu de navegação rápida, um índice, um arquivo e um sistema de busca que facilitam a leitura, permitindo o acesso rápido às informações desejadas. Para quem encontrar dificuldade, há também a opção de fazer um tour virtual, que explica detalhadamente como foi feita a reformulação do veículo.
Sem dúvida, uma novidade trazida pela digitalização do jornal é o aumento de sua interatividade. Por meio de ferramentas adaptadas para a nova edição, o usuário pode ampliar o tamanho da fonte, recortar, imprimir ou enviar a notícia por e-mail. Caso sinta necessidade, o leitor também tem a opção de entrar em contato com os membros da redação, anunciar seu produto ou solicitar a ajuda do suporte técnico. Assim como O Estado de S. Paulo, outros grandes jornais do mundo já possuem suas versões digitais. Essa é uma tendência que, ao que tudo indica, crescerá, permitindo uma leitura mais dinâmica e completa àqueles que estiverem dispostos a adotá-la.
Escrito por Cyro às 18h46
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Finalmente...
Adriana, Isabella, Letícia e Thaís sejam bem-vindas ao nosso definitivo blog! Creio eu...
Escrito por Cyro às 18h41
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